sexta-feira, 25 de setembro de 2009

25/09

Partimos sempre da idéia de explorar o espaço, reconhecer suas características e possibilidades de ocupação e transformação. Assim, estamos tentando construir um caminho que nos leve à intervenções no espaço do CEU através de performances e instalações. Acredito que nossa última aula avançou bastante nesse sentido...
Nosso grupo está se fortalecendo, nessa semana tivemos 6 crianças do nosso grupo, somadas às 5 da outra turma! Sala cheia!
Iniciamos a aula de maneira bem simples: o Erik entregou para cada criança 1 bola e 1 bastão, para que explorassem possibilidades. Muitas tentativas de equilíbrio e variações de jogos, que iam se tornando mais e mais complexos.

Foi bastante curioso como grupos se formavam ese desfaziam, todos trabalhando com todos de maneiras diferentes simultaneamente. Acreditamos que o “clima de brincadeira” propiciou tal interação!
Então, uma proposta de 2 alunas absorveu nós todos: desenhar com o material! Perceberam que tínhamos em mãos linhas e pontos. Começou mais tímido e, conforme fomos incentivando, a proposta foi ganhando corpo...


Montamos esculturas com os objetos de todos e conforme trabalhávamos a ‘escultura’ ganhava em espaço, em variações de altura, relações, encaixes, formas....

os meninos se tornaram “pequenos engenheiros”, estudando possibilidades, discutindo equilíbrio (e como equilíbrio os encanta!).

Então propusemos que nossos corpos fizessem parte da construção.


Logo percebemos que as construções eram sempre muito concentradas, formas fechadas em si mesmas, sem a mesma liberdade de ocupação da sala que tinham no jogo. O passo seguinte era “ganhar a sala”! Percebendo alguma dificuldade em entender a proposta, resolvemos que sairíamos todos da sala e entrariam um por vez, compondo o espaço com os corpos e objetos. As fichas caíram!!! A partir disso, já pudemos discutir questões de espaço nas diversas linguagens. Ali, compondo nossa instalação, nos olhamos e conversamos.




Na volta do lanche, retomamos a experiência e introduzimos o tempo na conversa. Nossos trabalhos eram ações no espaço que se desfizeram. Iríamos agora pensar em intervenções que permanecessem por mais tempo no espaço. Retomamos os elementos bastão e bola-linha e ponto e discutimos possibilidades de variação destes elementos: espessura, comprimento, direção, composição e cor. A idéia é que produzíssemos esses elementos em pintura e então ocupássemos nosso andar (estamos indo com calma!) com eles, compondo.

O momento da pintura foi delicioso! Estavam inteiramente concentrados, produtivos e cooperativos.

A “instalação” desse material ficou para próxima aula, pois a pintura os absorveu completamente e decidimos não limitar o tempo! Estão encantados, descobrindo as cores...


sábado, 19 de setembro de 2009

17/09

Nossa turma nos “deu um bolo”... apareceram só 2! Consultamos nossos 2 e, como da outra turma haviam mais 5, resolvemos juntar. Continuamos o nosso planejamento, com algumas mudançazinhas...

Pensando em desenvolver a coordenação motora e em trabalhar a concentração para o próximo exercício, iniciamos a aula com jogos de movimento usando bolas (e que bela doação!!!). Primeiro em roda, jogando uma bola um para o outro, depois 2, 3, 4! Então, formaram duplas e jogaram as bolas uns para os outros andando pela sala. Depois, fizeram uma massagem um no corpo do outro utilizando as bolas... eles adoraram, e eu morri de vontade!


Continuamos o jogo e cada um propunha um movimento com a bola que todos repetiam. Surgiram coisas bem interessantes! Adiantamos o lanche para ter um tempo maior com o desenho.

Ainda na sala, falamos um pouquinho sobre desenho de observação. Então saímos e escolhemos um lugar do CEU juntos (demos umas voltas antes!).



Propusemos que escolhessem algo na paisagem para desenhar e iniciassem o desenho por aí, mas que o desenho iria se construindo na medida em que iam percebendo o espaço a volta deste elemento.
Então, sugerimos que se aproximassem ao máximo do elemento e desenhassem o que agora viam. Foi ótimo, surgiu cada desenho... exploraram muito o espaço do desenho e a forma!

Frotagem? e que tal desenhar o bichinho que caiu sobre a folha?



Então, usando um material que o Erik encontrou no lixo lá no CEU, partimos para o próximo desenho. Folhas de formulário contínuo com carbono. Desta vez não desenhamos com lápis, mas com o cabo de umas colheres... a idéia era que não conseguissem ver tão bem o desenho se construindo, o que poderia levá-los a olhar mais para o modelo e se surpreender com o resultado, discutindo novamente o espaço. Abrimos todos juntos e cada um identificou o seu.




Muitos disseram: “isso era para estar mais pra cá!” ou “aqui era pra tá dentro”. Sobre o desenho de observação a maioria concordou: “é mais difícil, mas é bom!”.
Voltamos para a sala e finalizamos com uma brincadeira em roda do “gato e rato”, buscando também trabalhar os corpos em movimento, a “prontidão” e, é claro, nos divertir!

Sentimos que a aula fluiu, estavam todos bastante envolvidos durante todo o tempo, mas nos incomodou um pouco o fato de as propostas parecerem não se "entrelaçar" tão bem desta vez! Mas, de qualquer maneira, movimento e espaço têm regido as propostas pois pretendemos chegar a performances e intervenções no espaço...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A pintura!




10/09

Considerando a dificuldade que é representar o movimento, criamos uma “situação”, uma vivência que os aproximasse mais de um registro mais espontâneo. Ao invés de registrarem um movimento que observam, registrariam seu próprio movimento.

Para tanto, construímos uma “grande tela”, que seria nosso suporte para os movimentos e registros, e transformamos os pincéis em bastões (ou os bastões em pincéis?).
















Neste dia tivemos 4 alunos novamente. Iniciaram a aula num jogo de aquecimento e integração, proposto pela outra dupla de educadores e então nos dividimos novamente.

Iniciamos a proposta com uma exploração do espaço do suporte. Andando de olhos fechados, tocando o papel.




Então, propusemos que, em duplas, um mantivesse o olho fechado e o outro, sem falar, guiasse seus movimentos, pensando nos desenhos que estes movimentos formavam.


A seguir, uma conversa entre os corpos, onde, ainda em silêncio, construíram frases através dos movimentos, com pausas para a escuta, tendo cada um a sua vez de falar e responder. Percebemos certa dificuldade em propor movimentos e surgiu uma nova proposta, já introduzindo os bastões: marionetes. O bastão segurava o fio preso ao corpo do colega e, através dele, os movimentos seriam propostos e seguidos pela marionete. Se divertiram um bocado, e ousaram mais, uma vez que era o outro quem se movimentava!



Partimos então para a escolha das cores. A princípio, cada um teria uma cor para representa-lo. Passamos bastante tempo misturando, experimentando, escolhendo!



E voltamos para o suporte para uma nova conversa entre os corpos, agora usando nossos bastões-pincéis! As linhas, marcas, cores, registrando nossos movimentos sobre o suporte! E os professores não quiseram ficar de fora!

Depois deste momento com foco no movimento, paramos todos, olhamos a pintura juntos e decidimos como continuá-la.



Nossos alunos são tão “sérios” que ficamos em dúvida se realmente haviam gostado... estávamos cheios de expectativa...

mas, depois da aula, fizeram questão de trazer para ver a pintura quem estivesse por ali, a outra turma, o irmão ou a tia!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

03/09

Hoje tínhamos somente 4 crianças do nosso grupo mas optamos por separar as turmas e voltar ao planejamento inicial. Depois do intervalo o Vítor também se juntou a nós.

Retomamos a idéia de movimento e registro, iniciando a manhã com a apresentação de algumas imagens, anteriormente selecionadas. Escolhi as imagens pensando nas diversas possibilidades para a representação do movimento. Pinturas, desenhos e algumas esculturas que usassem a linguagem de maneiras diversas representado o movimento através da repetição, composição, luz, forma, marcas da pincelada, anatomia, escorso, cor... Fomos conversando uma a uma. Acredito que tenham sido muitas imagens, uma das meninas se cansou, mas todos me pareceram bastante interessados em conversar sobre o que viam!

Sugerimos que escolhessem um lugar no CEU para a continuidade da aula, pois pretendemos explorar os espaços para então pensar em intervenções.
Fizemos 2 jogos que retomavam a idéia de movimento, tempo e ritmo. Primeiro com a corda e então com bastões.




A seguir, dividimos as crianças e enquanto 5 de nós (2 educadores e 3 crianças) continuamos o jogo com os bastões, os outros 2 tentavam representar os movimentos, em papéis de formato diferentes do padrão; depois inverteram-se as crianças.


Sentimos certa dificuldade com o desenho na maioria deles e decidimos investir mais no desenho de observação "estático"... percebemos também que teremos que investir mais em exercícios que desenvolvam coordenação motora, o que a princípio não achamos tão necessário!

27/08

Tivemos, de nossa turma, 4 alunos e pediram para não separar dos outros 5 menores...

Decidimos então continuar com a idéia do quarteto e da contação da história, seguida de uma vivência.
A educadora Juliana contou a história de "Eros e Psiquê", usando um baralho ilustrado. Saímos para a "encenação" que desta vez ocorreu mais pautada na narrativa, partindo até das ilustrações para a construção das cenas. Sentimos o espaço bastante dispersivo e isso naturalmente interferiu na vivência, que desta vez contou com espaços definidos para palco e platéia.
O momento de usar os tecidos para contruir os personagens tem sido bastante intenso para as crianças!

20/08

Com uma média de 8 crianças entre 6 e 10 anos, resolvemos formar um único grupo, trabalhando em "quarteto".

Iniciamos com a contação de uma história “Semente da verdade” e seguimos com uma encenação da mesma, de maneira bastante livre onde todos puderam experimentar todos papéis e juntos fomos criando as situações/cenas, que ocupavam todo o espaço da sala a partir dos nossos materiais (tecidos diversos, corda,etc.).


Em vários momentos foi emocionante! As crianças se envolveram completamente! e nós também!