Considerando a dificuldade que é representar o movimento, criamos uma “situação”, uma vivência que os aproximasse mais de um registro mais espontâneo. Ao invés de registrarem um movimento que observam, registrariam seu próprio movimento.
Para tanto, construímos uma “grande tela”, que seria nosso suporte para os movimentos e registros, e transformamos os pincéis em bastões (ou os bastões em pincéis?).
Neste dia tivemos 4 alunos novamente. Iniciaram a aula num jogo de aquecimento e integração, proposto pela outra dupla de educadores e então nos dividimos novamente.
Iniciamos a proposta com uma exploração do espaço do suporte. Andando de olhos fechados, tocando o papel.
Então, propusemos que, em duplas, um mantivesse o olho fechado e o outro, sem falar, guiasse seus movimentos, pensando nos desenhos que estes movimentos formavam.
A seguir, uma conversa entre os corpos, onde, ainda em silêncio, construíram frases através dos movimentos, com pausas para a escuta, tendo cada um a sua vez de falar e responder. Percebemos certa dificuldade em propor movimentos e surgiu uma nova proposta, já introduzindo os bastões: marionetes. O bastão segurava o fio preso ao corpo do colega e, através dele, os movimentos seriam propostos e seguidos pela marionete. Se divertiram um bocado, e ousaram mais, uma vez que era o outro quem se movimentava!
Partimos então para a escolha das cores. A princípio, cada um teria uma cor para representa-lo. Passamos bastante tempo misturando, experimentando, escolhendo!
E voltamos para o suporte para uma nova conversa entre os corpos, agora usando nossos bastões-pincéis! As linhas, marcas, cores, registrando nossos movimentos sobre o suporte! E os professores não quiseram ficar de fora!
Depois deste momento com foco no movimento, paramos todos, olhamos a pintura juntos e decidimos como continuá-la.
Nossos alunos são tão “sérios” que ficamos em dúvida se realmente haviam gostado... estávamos cheios de expectativa...
mas, depois da aula, fizeram questão de trazer para ver a pintura quem estivesse por ali, a outra turma, o irmão ou a tia!




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